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quarta-feira, 16 de abril de 2008

Experimentei Açucar (sem café)

Fui do “Jardim do Café” (ai as metáforas) até ao pedaço de estrangeiro na (pouca) Baixa Aveirense e depois para algures, sempre a sorrir. O riso não me saia da cara, durou uma infinidade de tempo, tudo por causa de 20 ou 30 minutos para nós, de 30 minutos que não tínhamos à muito tempo. (sem receio de sermos apanhados, e quase que o éramos). Não conseguia deixar de rir às pedras da calçada, aos pombos e até aos transeuntes. Não queria deixar de sorrir, não queria. Não quero!
Momento delicioso, apetitoso e tentador (atentem mil e uma vezes nos adjectivos de tão soberbo momento).

E se penso vem-me o sorriso ao rosto (frase curiosa não? agora foi a piada), rosto que hoje teve mil prazeres físicos, desde gestos e toques a beijos e mãos dadas. Ahh (com dois H’s para ser erro), agora lembrei-me das mãos dadas (não dadas que “isso é parolo” concordamos ambos), mas andamos de braços e abraços dados.

Esperamos que seja tarde e que os nossos amigos comuns deixem de nos gracejar com a sua presença. Não nos atrevemos a fazer o que fazemos à frente de tais entidades.


Estou a escrever enquanto espero pela minha vez. Não consigo deixar de sorrir e as estrelas começam a aparecer.




Muitos parênteses? (é assim que nos romanceamos, longe das vistas (dos muitos), minha inconstante (as palavras são tuas))

sábado, 12 de abril de 2008

E sempre haverá um recanto de tons soalheiros


Por um dia vamos almoçar! Vais ser só minha. Como já o és. E eu serei teu, como sempre fui. E nós seremos nós, sem que haja outros que nos impeçam de o sermos. Vamos para um parque deitarmo-nos ao sol. Um parque verde, ou uma praça daquelas.. Vamos soltar gargalhadas a alta velocidade!

No fim, enquanto lavamos a louça, pensamos no deitar. Mas no deitar abraçado que a tarde solarenga nos proporciona. Vamos para o meu, que começou por ser teu, mas que é nosso, jardim adjectivado de bonanças. Uma espreguiçadeira ou uma toalha, um só deitar.

Iremos a um dos nossos milhentos cafés e aí vamos sentir o desejo. Desejo secreto de amigos, sequioso romance em tons de verão.

Depois de vermos o que é nosso, e que de belo tem muito, iremos passear 5 minutos para ver o sol a pôr-se.


Tu és minha. E um dia são dias.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Caranguejola

Ah, que me metam entre cobertores,
E não me façam mais nada!...
Que a porta do meu quarto fique para sempre fechada,
Que não se abra mesmo para ti se tu lá fores!

Lã vermelha, leito fofo. Tudo bem calafetado...
Nenhum livro, nenhum livro à cabeceira...
Façam apenas com que eu tenha sempre a meu lado
Bolos de ovos e uma garrafa de Madeira.

Não, não estou para mais; não quero mesmo brinquedos.
Pra quê? Até se mos dessem não saberia brincar...
Que querem fazer de mim com estes enleios e medos?
Não fui feito pra festas. Larguem-me! Deixem-me sossegar!...

Noite sempre plo meu quarto. As cortinas corridas,
E eu aninhado a dormir, bem quentinho - que amor!...
Sim: ficar sempre na cama, nunca mexer, criar bolor -
Plo menos era o sossego completo... História! Era a melhor das vidas...

Se me doem os pés e não sei andar direito,
Pra que hei-de teimar em ir para as salas, de Lord?
Vamos, que a minha vida por uma vez se acorde.
Com o meu corpo, e se resigne a não ter jeito...

De que me vale sair, se me constipo logo?
E quem posso eu esperar, com a minha delicadeza?
Deixa-te de ilusões, Mário! Bom édredon, bom fogo -
E não penses no resto. É já bastante, com franqueza...

Desistamos. A nenhuma parte a minha ânsia me levará
Pra que hei-de então andar aos tombos, numa inútil correria?
Tenham dó de mim. Co a breca! levem-me prá enfermaria -
Isto é: pra um quarto particular que o meu pai pagará.

Justo. Um quarto de hospital - higiénico, todo branco, moderno e tranquilo;
Em Paris, é preferível, por causa da legenda...
De aqui a vinte anos a minha literatura talvez se entenda;
E depois estar maluquinho em Paris, fica bem, tem certo estilo...

Quanto a ti, meu amor, podes vir às quintas-feiras,
Se quiseres ser gentil, perguntar como eu estou.
Agora no meu quarto é que tu não entras, mesmo com as melhores maneiras.
Nada a fazer, minha rica. O menino dorme. Tudo o mais acabou


Mário de Sá-Carneiro

sábado, 29 de março de 2008

Philéo


"E eu corro, claro que corro pelo cais da estação, com os olhos arregalados e um sorriso de felicidade desmedida. Nunca fui muito bom nos sorrisos de felicidade desmedida, mas a este pratiquei-o. Ostento-o sem interrupções enquanto corro pelo cais da estação, enquanto espreito pelos interstícios da multidão para ver antes de ser visto. Como se fizesse alguma diferença."

Oh Luxúria, Oh Pecado Porque Tanto Me Tentas?

Oh Tiago, o quanto inconstante és! É extraordinário. Neste momento sou perseguido por um sorriso do tamanho do mundo. Por uma alegria inconstante vinda de uma pontada cerebral.
Sorriso parvo e desmedido. Alegre instável que vai conforme veio. Que vem com um “trim trim” e que vai com uma resposta, que me faz esperar outra. E é assim toda a noite, toda a semana.
Devo tudo isto às oportunidades. Aos magníficos momentos que se tornam impossíveis de esquecer. Ao desejo de mais, ao sonho em que te tornas. Ao real em que se torna o sonho.
Um cliché, contudo uma verdade: A vida pode ser soberba se a soubermos aproveitar. Minuto a minuto
Há noites que têm tanto de fantástico que nos fazem rebentar. A questão é com quem partilhar esta felicidade se a costumávamos partilhar com a, agora, causadora?

E também há os amigos, a quem também tanto devo.

domingo, 23 de março de 2008

Affair


E traí o que aos olhos do mundo nunca foi meu.

Um relacionamento duradouro mas secreto, daqueles que dura “faz um tempo indefinido”. Daqueles em que temos de nos afastar e de nos zangar para não dar nas vistas, para manter as aparências. Mas que não deixa de ser soberbo pela simplicidade dos momentos que partilhamos. Contudo ambos sabemos que temos os nossos outros romances, os nossos outros affairs.
Seremos o que sempre fomos! Amigos.

O que faz de nós especiais? O mistério que nos envolve, o segredo que partilhamos.
(Minha miúda, casualmente, secretamente apetecível)

sexta-feira, 21 de março de 2008

Algo que não sendo novidade, foi novo

Nem tudo é igual a tudo o resto. Ou seja: nem tudo é indiferente. Ou seja: nem sempre se pode ser neutro. Ou seja: às vezes há que tomar partido. Onde é que eu quero chegar com tudo isto?


Ao subir da Avenida. Ao emergir de conversas que param o momento.

Parte de Nós, ao Sol


Ontem Eterno Presente

Coincidências? Destino? Sorte? Não sei, mas foi soberbo. É encantador o que acontece e que os outros não imaginam. É uma vida à parte, só do momento. Era quinta-feira e basta. Alegra-me a paz de espírito saber o que há.

Necessidade secreta de nos podermos confortar. Respiramos… (o momento, e há tanto mais para contar sem o poder fazer)

Hoje, agora em relação a M, sorri. Olhei com um sorriso (ao de leve) para o passado. Sei do futuro e apenas fico contente pelo passado, não triste pela posteridade.


e há tanto mais para contar sem o poder fazer

quarta-feira, 19 de março de 2008

Cantos

(suspiro). e releio o que em tempos foi meu.

domingo, 16 de março de 2008

Magoamos com o objectivo de reconfortar. Faz amanhã à noite uma semana.

sexta-feira, 14 de março de 2008

"Sempre soube que eras azul"


Beijos soltos que nos mandam quando passamos por perto. Beijos de criança, que mais ninguém vê. Beijos que vêm seguidos de um “Quero estar contigo hoje”, sussurrado para que mais ninguém ouça. Beijos que mais ninguém percebe. Tudo num instante que parece primar pelo pouco. Caprichos de chocolate e vícios instaurados. Dias que foram quentes no meio da frieza nocturna. O novo no velho.

E tudo se torna encantador. Divinal

quinta-feira, 6 de março de 2008

jogo do empurra

(especial ênfase para o título)


"na verdade uma das coisas mais
terríveis é
estar na cama
noite após noite
com uma mulher que já não
queres comer.

elas envelhecem, deixam de ser
bonitas – elas até começam
a ressonar, a perder
sentido de humor.

às vezes, na cama, viraste para um lado,
os teus pés tocam os dela –
meu Deus, que horror! –
e a noite lá fora
para lá das cortinas
selando-vos aos dois
no
túmulo.

e de manhã vão à
casa de banho, cruzam-se no corredor, falam,
dizem coisas sem importância; fritam-se ovos, arrancam
motores.

mas vendo bem as coisas
estão 2 estranhos
a enfardar torradas
a queimar a cabeça entorpecida e as tripas com
café.

vidas fora de prazo impelidas umas contra
as outras
e sem hipótese de
fuga.

tu entras no carro
e conduzes até ao trabalho
e lá há mais estranhos, a maioria deles
esposas e maridos de
alguém, e para além do sufoco do trabalho, eles
engatam e riem e apalpam, às vezes tentam
uma queca rápida algures –
não pode ser em casa –
e depois
conduzem de regresso a casa
e esperam pelo Natal ou pelo Dia do Trabalhador ou
pelo Domingo ou
por algo."

quarta-feira, 5 de março de 2008

vai uma sopa?

Há nãos que são sim. E há sins que são não. A diferença está em quem os sabe distinguir.

segunda-feira, 3 de março de 2008

"(...) aí qualquer macaco achava que ela queria festa, digo eu."

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

um dia, hei-de lá chegar


há um olhar de espanto em toda a parte. não sei para que existem os dias. o meu destino pergunta-me para onde vou. digo-lhe que não sei nada dessa palavra chamada futuro. há abraços no mundo e, às vezes, isso devia bastar. ouço o grito das ondas do mar. afogam-se nessa sede exangue de repouso. pela janela vejo o tempo cair. nessa eterna esperança de o estancar.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Aquele era o tempo

como detesto promessas. mas jus que dói ver. que dói ver e não conseguir retribuir. que dói olhar para ti e não saber o que fazer. que dói ver como acreditas. e confesso que é um sofrer sem fundo que bebe desta angústia e satisfação. em que a dor dá assas ao contentamento de te ver. de te ver sonhar, idealizar, pressentir e imaginar. o desejo de sede de nos podermos algemar nesse teu mundo, em que quero acreditar. e em cada palavra contemplo o nome da tua voz que me acorda. e regresso onde te posso abraçar nos dias gélidos de sol.

tenciono desvendar o labirinto que é a tua presença


texto imensamente antigo, encontrado nos confins deste meu computador

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Cigarettes

O sonho de ontem fez-se confundir com o real. Do pouco que me lembro agora, desconheço a veracidade. Já não sei se aconteceu ou não. Como tal tento não me lembrar das vagas ideias que me assombram a memória. Foi tão estranho.
Apeteceu-me (falar do assunto)


Bem… hoje esperava um “Bom Dia”.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Das Descobertas que Fizemos

Das conversas, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Companheirismo vivido.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Vamo-nos perder no tempo.
"Quem são aquelas pessoas?"
Não consigo escrever mais, já dói. Ouvir aquelas vozes novamente… Abraçar-nos-emos.
Deixemos este absurdo de parte.
Noite estranha a de ontem. Já não gosto de noites, isto não é normal. Acho que atingi um certo patamar, e agora tudo que esteja aquém dele não é compensador. Não pensaremos.
Decerto que tudo é…
Hoje sonhei, reavivou-se um sentimento,
momentaneamente, é claro.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Mesas de Cafés e Esplanadas

Não quero escrever por ter tanto para contar, para compreender. Tudo se torna imprevisivelmente interessante. Cómico e melancólico. Palavra que não sei por onde começar. Como tal não o vou fazer. Vou ficar pelo fim (que não se iniciou).